Todos nós ainda estamos aprendendo. Ninguém sabe exatamente para onde e como as redes sociais irão transformar a sociedade.
O tema Web 2.0 e as redes sociais talvez sejam os principais assuntos que vemos na mídia e em eventos. Já li dezenas de artigos e vários livros que tentam explicar o que são redes sociais e o poder da “inteligência coletiva”. Muitos são interessantíssimos, mas no fim do dia vemos que todos nós ainda estamos aprendendo. Ninguém sabe exatamente para onde e como as redes sociais irão transformar a sociedade.
E pior, muitas vezes o assunto é abordado apenas nos círculos restritos ao contexto tecnológico. E muitos fornecedores de tecnologias tentam vender Web 2.0 aos executivos de TI, como se fosse apenas mais uma ferramenta. Mas Web 2.0 não é vendida para a área de TI.
A Web 2.0 é a mola impulsionadora das redes sociais que estão provocando uma revolução na sociedade e nos negócios, potencializando a criação de modelos de negócio inovadores e inéditos. Ignorar a capacidade de ruptura das redes sociais e se concentrar apenas no viés tecnológico é, na minha opinião, um grande erro.
E quem está no cerne das redes sociais? Nós! Sim, nós como indivíduos conectados à Internet não mais nos restringimos a simples comunicações reativas como visitar um site, mas tomamos a iniciativa de gerar conteúdo (via blogs, por exemplo), aconselhamos outros (em um wiki) e criamos comunidades de interesses mútuos, que extrapolam limites geográficos. Esta gigantesca rede de comunicação interativa e participativa que está redefinindo o modo como vivemos, criamos, trabalhamos, colaboramos e produzimos. Influenciamos empresas e seus produtos. Afinal, atrás de cada transação comercial há um relacionamento social.
Transformamos mercados e geramos novos modelos de negócio a despeito das resistências dos atores fortemente enraizados nos modelos antigos. O exemplo da indústria fonográfica é emblemático desta mudança. Na verdade, estamos transformando uma sociedade centrada em grupos presenciais para uma sociedade conectada por redes virtuais. Hoje, já há mais conexão entre os membros de uma comunidade virtual que entre os vizinhos de um prédio de apartamentos.
Qual será o efeito disso? Bem, aí ficam algumas questões para debatermos. Sim, porque na prática todos nós contribuiremos um pouco para o resultado final. Que mudanças teremos na organização das empresas? Que mudanças teremos na comunicação empresarial, ao passar do estágio de controle, no qual a empresa tem o monopólio das informações, para o do diálogo, no qual blogs e redes sociais podem falar muito mais da empresa do que ela mesma? Na capacitação dos recursos humanos - o modelo educacional de hoje ainda terá espaço? Nos valores sociais? Como as empresas deverão se comportar diante deste novo mundo? Bem, as respostas virão da “inteligência coletiva”. De nenhum de nós, mas de todos nós!
Fonte: Computerworld
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