quarta-feira, 16 de julho de 2008

Banco Itaú amplia capacidade de processamento em mainframes

Postado por Admin às 16.7.08

Instituição adquire mainframe z10, da IBM, como parte de sua estratégia de suportar crescimento sem aumentar consumo de energia.

O Banco Itaú anunciou na última segunda-feira (14/07) a aquisição de um mainframe IBM z10 – primeiro modelo do equipamento vendido no Brasil. A compra é parte da estratégia utilizada pela instituição para dar suporte ao seu crescimento, tanto no número de agências quanto da demanda por capacidade de processamento.

De acordo com João Antonio Bezerra, diretor de operação de computadores e telecomunicações do Itaú, o novo mainframe – que será utilizado no ambiente de homologação – representou um acréscimo de 10,6 mil MIPS (milhões de instruções por segundo) ao parque do banco, que totaliza hoje 56 mil MIPS divididos entre os data centers de São Paulo e Campinas (este último apenas para recuperação de desastres).

“O novo mainframe atende nossa necessidade de crescimento e foi comprado para atender três objetivos: testar a nova máquina, já pensando em upgrades futuros; suportar o crescimento de nossa necessidade de processamento, hoje em torno de 20% ao ano; e viabilizar a abertura de novas agências. São, em média, cem novas a cada ano”, explicou o executivo.

Além de ampliar a capacidade de processamento, a instituição vem investindo em outras frentes que ajudem a reduzir a o custo de manutenção e gerenciamento de seu parque. Um exemplo é a consolidação dos data centers. Há dez anos, o Itaú contava com dez deles espalhados pelo país. “A consolidação foi nosso primeiro movimento. Hoje temos apenas os data centers de São Paulo e de Campinas”, diz Bezerra.

A consolidação atingiu também os servidores. Também há dez anos, eram cerca de 30 mainframes em operação. Hoje são pouco mais de 20, estando dez deles em São Paulo. Segundo Bezerra, há ainda três outros movimentos em andamento: o de ampliação da eficiência dos data centers, o de virtualização de servidores e storage (o banco tem capacidade de 1 PT, dobrando a cada 18 meses) e, no futuro, a virtualização também de desktops.

Redução
Bezerra explica que o projeto de virtualização começou pelas máquinas Unix. “Hoje temos mais de 400 máquinas virtualizadas, mas temos ainda cerca de 3 mil servidores em nossa sede. O objetivo é baixar este número para mil até 2009”, conta. Do lado dos desktops, hoje são cerca de 300 virtualizados, mas com objetivo de chegar a 2010 com 5 mil máquinas virtualizadas. “Só isso vai gerar um economia de 2 milhões de reais em energia elétrica”, ressalta.

A iniciativa segue outra: a substituição de todo o parque de monitores de tubo por LCDs (cerca de 10 mil). O fato de os monitores LCD gastarem 30% menos energia que os modelos anteriores gerou uma economia anual de 500 mil reais.

O cuidado com os custos de energia elétrica se explicam. Ao contrário de muitas empresas, a área responsável pelo controle dos gastos (engenharia de infra-estrutura) está dentro do setor de TI. A proximidade permite que Bezerra saiba, por exemplo, que 47% do custo de energia da instituição pertence à TI. Um terço disso vem dos data centers e, dentro deles, 42% dos gastos correspondem a ar condicionado.

Para Bezerra, este controle é importante, porque não há sinais de que os data centers do banco devam se estabilizar. “Ao contrário, eles vão continuar crescendo, por isso temos investido com muita força em economia de escala e ganho de eficiência”.

Fonte: Computerworld

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