"Quando surgiu a internet, apenas os diretores do banco tinham acesso e, mesmo assim, tinham de desligar a rede corporativa para ligar o modem. Isso durou dois meses", lembra Cláudio Prado, superintendente-executivo de TI e soluções do Banco Real. Em sua opinião, está acontecendo a mesma coisa em relação à web 2.0. "Temos de entender como encarar isso de uma maneira consistente e resolver." A opinião sintetiza os dilemas que vêm sendo enfrentados pelos CIOs de instituições financeiras que estão avaliando e planejando a implementação de ferramentas da chamada web 2.0 no ambiente corporativo. De acordo com os participantes do painel de abertura de quinta-feira (4/9), no CIO IT Summit Finanças 2008, a intenção de aproveitar os benefícios da novidade esbarra em questões culturais e até mesmo regulatórias que dificultam - ou, ao menos, atrasam - a adoção de novas tecnologias. No Banco Real, o Portal da Sustentabilidade revela a primeira iniciativa de usar a web 2.0 para se relacionar com o público externo. Internamente, entretanto, tanto o Real quanto o Bradesco já experimentam a colaboração online em algumas áreas. Há cerca de um ano, o Real conta com o "blog do presidente". "No início, percebíamos que os funcionários ficavam tímidos. Hoje, alcançamos um equilíbrio e temos uma experiência muito rica", garante Prado, que conta também sobre uma iniciativa baseada em wiki para a área comercial. "Nós temos algumas iniciativas de comunidades e sistemas de e-mail complexos, mas sempre internas para testar e, depois, levar ao cliente a melhor experiência", complementa Douglas Tevis, diretor de inovação do Bradesco. Com o desafio de encontrar um modelo viável atendendo ao tripé formado por "segurança e compliance", "eficiência operacional" e "cliente", os CIOs de insitituições financeiras buscam alternativas para embarcar na web 2.0 sem ferir as melhores práticas corporativas. No Bradesco, por exemplo, a solução encontrada foi a criação de hotspots para que os funcionários possam acessar informações pessoais e redes sociais. "Está funcionando", garante Tevis. Para Prado, no entanto, será preciso uma transformação no sistema instiucionado para que as empresas se adaptem às novas tecnologias. "Este é o início de um processo de mudança, puxado pelos funcionários e consumidores e que o CIO tem de 'empurrar' para a empresa", conclui. Fonte: Computerworld
sábado, 6 de setembro de 2008
Gestores de TI no setor de finanças discutem experiências 2.0
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