quarta-feira, 9 de julho de 2008

Entenda o porquê a EMC demitiu a CEO da VMware Diane Greene

Postado por Admin às 9.7.08

A EMC não explicou o que causou a demissão de Diane Greene. Mas não é preciso muito pensamento para entender os motivos. Leia análise de Kevin Fogarty.

A decisão de retirar a co-fundadora da VMWare Diane Greene da função de CEO e presidente e substituí-la pelo ex-Microsoft Paul Maritz foi tomada pela EMC. Mas quais seriam os motivos?

Acima de tudo, não tem nenhuma relação com a especulação inicial de que os resultados da empresa são menores do que o esperado (a empresa previu alta de 50%). Dizer isso tem tanto sentido quanto afirmar que ela foi demitida por conseguir um aumento de 69% de receita no primeiro trimestre do ano.

Uma série de fatores gerou a decisão. A síndrome do fundador é uma delas.

Quando Greene criou, com o seu marido Mendel Rosenblum a VMware em 1998, ela abriu as portas da última revolução da indústria de TI. Com esse tipo de histórico, não é raro que fundadores sejam retirados de posição de diretoria por conta de seu orgulho próprio e visão limitada que os deixa incapaz de ver qual é a nova direção que a empresa precisa tomar.

Greene mostrou sinais dessa síndrome. Os executivos da VMware e o resto da companhia estavam mais preocupados com o seu próprio hypervisor e em manter a superioridade técnica sobre a Microsoft que esqueceram de colocar a companhia para continuar conquistando o mercado.

Se a VMware se mantivesse apenas brigando contra a Microsoft, isso a destruiria em algum momento. Mesmo assim, não há indicações claras de que a VMware estava caindo nessa armadilha.

Outro ponto fundamental para a retirada de Greene do cargo. As tensões fartamente reportadas entre o time executivo de Greene e o time de Tucci – como o último tem algo como 85% das ações da VMware, a decisão estava nas mãos dele.

Todos esses fatores contribuíram, com a cereja do bolo sendo as discussões sobre como competir com a Microsoft.

Aidna que Maritz não tenha experiência de CEO, ele esteve à frente de uma operação gigantesca durante seus 14 anos na Microsoft, incluindo o desenvolvimento e entrega do Windows 95, NT e outros produtos. Ele é também um empreendedor que criou a Pi, especializada em cloud computing.

Mas o que a EMC precisa não é um CEO empreendedor e independente, mas alguém que faça a empresa funcionar com eficiência, mas que mantenha a VMware como parte integrante da estratégia da EMC, de maneira semelhante aos grupos de desenvolvimento do Windows 95 e NT na Microsoft. Quem melhor para chefiar a batalha contra o império do mal do que um dos seus antigos generais?

A Microsoft tem uma base instalada muito maior de produtos Windows Server do que a VMware, e com o preço comparativamente mais baixo do Hyper-V somado com as pessoas treinadas em gestão de ambiente Windows, a batalha será difícil.

Isso não quer dizer que a VMware está próxima de ser batida pela Microsoft. No melhor cenário para a Microsoft (e o pior para a VMware) as duas empresas ainda vão ser competidoras, enfrentando-se cotidianamente pelos clientes.

A EMC precisa de um executivo que seja cauteloso o suficiente para equiparar-se com as grandes movimentações da Microsoft e seja persistente para enfrentar competidores no mês a mês. Talvez Maritz não seja o homem certo para essa função, mas parece ser um melhor candidato do que a Diane Greene. Ele certamente tem o histórico necessário e o treinamento para isso.

Fonte: Computerworld

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