segunda-feira, 30 de junho de 2008

Você sabe como vai ser o desktop do futuro?

Postado por Admin às 30.6.08

Pode estar no cloud ou virtual. Mas o formato tradicional de torre e monitor está morrendo.
O desktop corporativo parece o mesmo há décadas: PC com torre e monitor, sistema operacional Windows, aplicativos de produtividade Microsoft. Mas os especialistas vislumbram um desktop do futuro muito diferente. Está na hora do desktop dizer adeus?

Entre as possibilidades, desktops virtuais hospedados em servidores, o onipresente Microsoft Office substituído por aplicativos no cloud como o Google Apps, o Linux conquistando muito espaço na arena de sistema operacional e o venerável PC em torre prestes a se tornar obsoleto. Eis um preview do que esperar nos próximos cinco anos, aproximadamente:

Tanto usuários quanto analistas acreditam que a torre de PC tradicional está praticamente morta e, dentro de cinco anos, outro design predominará, como laptops, thin clientes e computadores ultrapequenos.

Michael Rose, analista da IDC, observa que será mais comum o uso do laptop como desktop corporativo por causa da necessidade de mobilidade, principalmente à medida que a virtualização conquista terreno. Empresas fornecedoras criaram uma aliança para popularizar a virtualização dos desktops.

“Sinto que veremos uma tendência continuada à substituição de desktops por notebooks”, revela. “E, quando você acrescenta virtualização de desktop ao mix, existe até a possibilidade de gerar vendas de mais produtos thin client, em especial o modelo desktop hospedado no servidor como o VDI.”

Na realidade, a IDC estima que a venda de laptops ultrapassará a de PCs este ano. Enquanto em 2007 os PCs detinham 37% do mercado e os laptops 30%, em 2008 a empresa de análise de mercado prevê que os PCs vão cair para 35,3% e os laptops vão alcançar 36,3%.

Em um relatório de março, a consultoria apontou que o fornecimento mundial de PCs cresceria 12,8% em 2008 e que o fornecimento de thin clients mais do que dobrará nos próximos cinco anos, chegando a 7,2 milhões mundialmente.

Função supera forma
Embora a maioria dos especialistas acredite que o desktop encolherá, outros dizem que, no futuro, o tamanho será irrelevante. “Ele terá um teclado, um mouse e um display, mas não importa se está conectado a uma torre, um laptop ou um thin client ou se sai de um buraco na parede”, enfatiza Brian Madden, analista de tecnologia.

Madden defende a idéia de o funcionário possuir o PC. Neste cenário, os funcionários podem usar o cliente de que gostam, seja um PC fornecido pela companhia ou um laptop em casa.

A idéia é que o funcionário tenha controle sobre o PC mas, quando conectado à rede corporativa, receba um desktop virtual que executa localmente, praticamente da mesma maneira que o atual VMware ACE da VMware. Este desktop é configurado com os aplicativos corporativos de que ele necessita, mas totalmente bloqueado e separado do PC host.

Madden cita novas tecnologias como o VMware Fusion - que permite que usuários do Macintosh rodem o Windows virtualizado com alta integração - e o Kidaro Managed Workspace como ferramentas capacitadoras da sua visão.

O Kidaro, que foi adquirido recentemente pela Microsoft, reúne dados e aplicativos corporativos em uma máquina virtual hospedada localmente, mas também inclui o Trim Transfer, com o qual as organizações baixam máquinas virtuais para desktops eficientemente, sem exigir excessiva largura de banda de rede.

“O interessante é que, utilizando algo como o VMware Fusion ou o Kidaro, podemos ter integração plena entre a máquina host e a máquina virtual Windows”, diz. “Assim, tenho um desktop Windows na minha frente e, dentro dele, um Windows pessoal e a máquina virtual corporativa executando localmente. Tenho o Word corporativo e o Word pessoal, o Outlook corporativo e o Internet Explorer pessoal.”

A melhor parte é que o ambiente corporativo continua seguro, trancado e controlado. “A máquina virtual corporativa pode vir com determinadas configurações de segurança para entrar na VLAN”, explica Madden. “Mas o host só pode ficar na VLAN conectado à internet, sem acesso a qualquer outra coisa.”

Segundo Madden, este cenário será necessário à medida que a Geração Y ocupar postos de liderança na corporação. “Os usuários querem mais liberdade e flexibilidade”, justifica.

“A chamada geração eco, a geração do MySpace, YouTube, mensagem de texto, telefone celular, está fazendo 30 anos em 2008. Eles estão começando a voar bem alto nas empresas e não vão tolerar que as organizações lhes digam que não podem mudar de dispositivo.”

Fonte: Computerworld

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